:: Editorial

A crise ainda não passou...

Sr. Marcelo Cocozza Felipe, Presidente

Embora os resultados da indústria de ráfia do mês de agosto apresentem um tímido avanço em relação ao mês anterior, os resultados acumulados continuam muito aquém dos resultados do mesmo período em 2008. E o futuro continua incerto, pois muitas são as variáveis envolvendo nossos negócios: incertezas quanto aos preços do polipropileno, principal matéria prima da nossa indústria, incertezas quanto ao agronegócio, principal cliente do setor, devido a fatores climáticos e de políticas governamentais voltadas ao mercado interno e às exportações.

Como o resto do mundo, nossa indústria perdeu muito com a crise e deve levar ainda muito tempo para recuperar totalmente as perdas. Mas as crises devem levar ao amadurecimento e as empresas do setor estão investindo na otimização de seus processos produtivos e na eficiência de seus processos administrativos e financeiros. Os resultados já começam a aparecer. O índice de produtividade do setor que havia sido negativo no primeiro trimestre do ano, atingiu a marca de 16% no mês de agosto.

E vamos continuar fazendo a lição de casa, buscando a integração e o fortalecimento contínuo de nossa indústria.

Bons negócios!
  

Marcelo Cocozza Felipe
Presidente

:: Cadeia Produtiva     

Setor petroquímico recupera margens no 3º trimestre

A tendência de expansão das margens da indústria petroquímica nacional registrada no segundo trimestre deverá se repetir nos balanços referentes ao período de julho a setembro. Esse movimento, ocasionado pelo aumento do volume vendido e dos preços dos produtos, impactará os resultados das fabricantes de resinas Braskem e Quattor, e também das produtoras de especialidades químicas, casos da Unipar e da Ultrapar. Essa última, que controla a rede Ipiranga, entre outras empresas, ainda deverá ser beneficiada pela recuperação das vendas de diesel. O resultado da expansão das margens das três principais empresas do setor, listadas na Bolsa - Braskem, Ultrapar e Unipar (controladora da Quattor) - foi constatado no Ebitda, do segundo trimestre. O indicador, que mede a geração de caixa das empresas, totalizou R$ 1,072 bilhão no resultado conjunto das três companhias, uma expansão de 32,7% em relação ao resultado dos três primeiros meses de 2009 e de 16,6% ante igual período do ano passado. O Ebitda das três empresas apresentou crescimento nas duas bases de comparação. Os dados considerados na análise já incluem a incorporação da Texaco pela Ultrapar, o novo formato da Unipar com a formação da Quattor e a nova estrutura da Braskem, após a incorporação da Petroquímica Triunfo. No caso da Unipar e Braskem, que atuam no segmento de petroquímicos básicos e resinas, a recuperação da margem foi ocasionada pela queda dos custos das matérias primas e pelo aumento da taxa de utilização das unidades. A Braskem, por exemplo, encerrou o 2º trimestre com taxa de utilização das linhas de eteno em 93%, ante 73% do primeiro trimestre deste ano. A Quattor, controlada pela Unipar, também voltou a operar todas as suas linhas de produção, à medida que desenvolveu novos mercados no exterior. Informou a Agencia Estado.

 

Redução do IPI

Depois dos bons resultados no setor automotivo, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) viraram alvo de vários segmentos da indústria. As indústrias de resinas plásticas e os fabricantes dos produtos de plástico estão envolvidos numa negociação com o governo federal, cujo objetivo principal é reduzir a incidência de IPI sobre o produto final. A alíquota baixaria de 15% para 5% ou 7%, enquanto na produção de resinas subiria de 5% para 6% ou 7%. A intenção é não provocar baixas na arrecadação, mas dar aos plásticos melhores condições de competitividade com seus concorrentes diretos – papel e vidro, principalmente. Fonte: Zero Hora (RS).

:: Destaque     

Cromex marca presença na Envase 2009

A Cromex, empresa de capital 100% nacional e líder no mercado brasileiro de masterbatches de cores e aditivos para plásticos, marcou presença na Envase 2009, que aconteceu entre os dias 22 e 25 de setembro. A empresa levou ao evento lançamentos de masterbatches de cores e aditivos com características para melhoria da performance produtiva e dos produtos finais. São produtos voltados para os segmentos automotivo, eletroeletrônicos, brinquedos, construção civil, entre outros.

Entre os destaques, a Cromex apresentou ao mercado argentino a nova linha de compostos voltada a melhorar o processo de fabricação da ráfia. São três concentrados com codificação especial. O PP-RF 10146 (composto antifibrilante + Dióxido de titânio); PP-RF 10149 (composto antifibrilante); PP-RF 5453 (com propriedade anti UV e capacidade de redução no arraste de água). Os benefícios conferidos por esses produtos estão atrelados a uma maior produtividade nas linhas produtoras de ráfia, o que gera economia para quem produz.

A Cromex, que tem faturamento médio anual acima dos R$ 300 milhões, tem mais 30 anos de atuação e lidera o mercado brasileiro com mais de 50% de participação. A empresa comercializa seus produtos em 60 países da América do Norte, América Latina, Europa Ocidental, Leste Europeu e outros.

A sede da companhia fica em São Paulo, onde são produzidos masterbatches coloridos e produtos especiais. Conta, ainda, com uma moderna fábrica localizada na Bahia e responsável por 73% da capacidade total da empresa, atualmente em 132 mil toneladas/ano. Nesta unidade estão concentradas as produções dos masterbatches brancos, pretos e aditivos. A companhia emprega diretamente mais de 500 pessoas e gera centenas de outros empregos indiretamente.

Atualmente, o mercado brasileiro movimenta 87 mil toneladas ano de masterbatches, o que representa R$ 522 milhões em volume de negócios. Os masterbatches estão mais próximos de nós do que imaginamos, pois sem eles os plásticos a nossa volta não teriam cores. E as cores são fundamentais para atrair a atenção do consumidor, principalmente no ponto de venda, onde funcionam como diferencial competitivo. O portfólio da Cromex conta hoje com nada menos que 13 mil cores.

Já os aditivos dão ao plástico propriedades que melhoram sua performance, tanto no processo de produção, quanto já como produto acabado, como por exemplo, propriedade anti-derrapante, anti-estática, anti-chamas, entre outras.

A Envase acontece a cada dois anos e é voltada para os setores de alimentos e bebidas, alimentos, industrial, químico/farmacêutico, supermercados, serviços, produtos cosméticos, limpeza, têxteis, calçado, agricultura, pesca e construção. Os expositores do evento são fabricantes de embalagens em todos os materiais, máquinas, matérias-primas, serviços de informática, design e novas tecnologias.

Fonte: Yellow Comunicação

 

Quattor lança coleção de livros em BOPP

A Quattor inova através de uma parceria com a Editora Blucher que viabiliza a possibilidade de oferecer ao mercado, a primeira coleção de livros técnicos, em língua portuguesa, impressa em papel sintético BOPP. A Coleção Quattor Embalagem é uma co-edição, composta por cinco volumes com temas específicos para este segmento: Embalagens Flexíveis, Materiais para Embalagens, Estudos de Embalagem para o Varejo, Estratégias de Design para Embalagens e Nanotecnologia em Embalagens. Ao todo serão produzidos 1.750 exemplares de cada livro.

Parte da coleção será comercializada pela Editora Blucher e o restante, será utilizado pela Quattor, em ações com clientes e associações.

De acordo com o vice-presidente da Unidade Polipropileno da Quattor, Armando Bighetti, “o objetivo da Coleção Quattor Embalagem é suprir o mercado com informações técnicas, já que há uma carência de bibliografia específica em língua portuguesa”.

Os livros originais da coleção são da Pira International - uma referência mundial em publicações, para o setor de embalagem e foram produzidos em papel sintético BOPP - polipropileno biorientado - que sofre estiramento nos dois sentidos, garantindo assim algumas características necessárias para seu uso como suporte de impressão. O produto utilizado na impressão dos livros é o Vitopaper, da empresa Vitopel, que é considerado sustentável, por ser constituído de plásticos reciclados pós-consumo, além de filme de polipropileno (BOPP), feito com o PP da Quattor. 

O projeto será apresentado para as principais editoras do País, criando possibilidades futuras de utilização do papel sintético como, por exemplo, a de aumentar a vida útil, de livros didáticos. Informou a TN Petróleo.

::  Meio Ambiente     

Indústria do plástico lança campanha nacional sobre consumo responsável

A campanha, que começou a ser veiculada no dia 11 de setembro, pretende chamar a atenção da população para os benefícios dos plásticos à vida das pessoas e para a importância do seu uso responsável na preservação do meio ambiente, com o mote das sacolas plásticas. O propósito é o incentivo ao uso e descarte adequado de sacolas plásticas. Com aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase - até o final de 2009 - a ação foi desenvolvida pela cadeia produtiva dos plásticos, que se reuniu pela primeira vez, no dia 9 de setembro, para promover a responsabilidade compartilhada e a sustentabilidade.

A campanha foi desenvolvida pela agência W/Brasil. A intenção é reforçar, que a solução desse problema, depende da conscientização da sociedade sobre conceitos como o dos 3''Rs (reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens). Para que esse posicionamento sensibilize a população, a cadeia produtiva do plástico tem atuado para resolver outra questão - a padronização de sacolas plásticas disponíveis no mercado. Quando fabricadas de acordo com a norma ABNT 14.937, as sacolas ficam mais resistentes e oferecem segurança ao consumidor, que não precisa usar a embalagem pela metade ou utilizar em duplicidade ou triplicidade.

Em 2008, o setor lançou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), passou a estimular os supermercados a adotar as sacolas dentro da norma. O Programa chegou a diversos estados brasileiros e tem registrado índices significativos de utilização responsável das sacolas. Somente o Pão de Açúcar, já registrou queda de 35% no uso de sacolas em sua rede por todo o Brasil. As redes de supermercados G. Barbosa (BA) e Zaffari (RS) também aderiram.

A campanha lançada no dia 11 de setembro reforçará a importância desse tipo de embalagem, na vida das pessoas e mostrará que, com uso responsável, ela oferece conveniência e ajuda na preservação do meio ambiente, até porque, a sacola plástica é uma preferência nacional. A iniciativa da campanha é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) e com o Instituto Nacional do Plástico (INP), e conta com o apoio da cadeia produtiva, desde os fabricantes de matérias-primas (resinas plásticas) até os transformadores. Informaram o Valor Econômico Online e o Correio Popular - RS Online.

:: Agenda     
  

CBPol - Congresso Brasileiro 
de Polímeros
Data: 13 a 17 de outubro
Local: Foz do Iguaçu - PR
Contato: www.cbpol.com.br

 

EFIBCA Open Meeting 2009
Data: 14 e 15 de outubro
Local: Viena - Áustria
Contato: www.efibca.com

 

Fispal Bahia 2009
Data: 27 a 30 de outubro
Local: Salvador, BA
Contato: www.fispal.com 

 

Tecnoplast 2009
Data: 10 a 13 de novembro
Local: Porto Alegre - Rio Grande do Sul
Contato: www.feiratecnoplast.com.br
(51) 3338-0800

 

Boletim nº 55
Agosto/Setembro, 2009

Nessa edição:

::  Editorial

A crise ainda não passou...

::  Cadeia Produtiva

Setor petroquímico recupera margens no 3º trimestre

Redução do IPI

::  Destaques

Cromex marca presença na Envase 2009

Quattor lança coleção de livros em BOPP

::  Meio Ambiente

Indústria do plástico lança campanha nacional sobre consumo responsável

:: Agenda

 

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